Serei louca em contar e cantar o amor?
Louca serei em amar o amor?
Será loucura o devaneio vão que carrego,
mel escondido, transformado em fel?

Por que escrevo tanta poesia de amor,
perguntarão, meus poetas.
Porque ele me dá a vida
Ela me tirou a loucura que carreguei
no plano real, não no poético.

Falam que estão loucos!
Louca estive eu,
mas não tornarei a ficar,
porque encontrei o verbo amar,
para conjugar com a loucura
do pensar.

E nessa trilogia: loucura, amar e pensar
Finquei a minha vida .
Do nada fiz tudo
E do tudo fiz nada.

Jogo de palavras deveras banal..
Não! Só demência total!
E nessa demência, insanidade ou o que
queiram,
Construi meu palácio ,numa nuvem
passageira
E dela fiz morada, tranquei minha loucura
e emergi do nada!

Eda Carneiro da Rocha


 
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