Cortaram-me,
lançaram-me ao chão.
Caí, resfoleguei,
como árvore dos meus amores
que só dá flores,
mesmo sendo cortada,
não chorei!

Reverdeci, cresci,
aumentei de tamanho, colori minha cor,
esperei que chegasses com o teu amor,
para que na primavera, me visses mais linda ainda,
como ave que canta, num dia de verão,
como sol que desponta, em meu coração,
para que nunca soubesses da dor que senti,
para te esconder tudo o que padeci!

Como semente universal,
me ergo, rejuvenesço,
ponho-me de pé,
para que me vejas, hoje, amanhã,
" Sempre Inteira "
na grandeza do meu ser,
sem nenhum padecer!..

Eda Carneiro da Rocha


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