No arrebol de minha vida,
minh'alma sente-se pequena,
sente saudades deste fado,
para falar das orações, de nossas tardes,
do sol atrás dos morros, da água na vertente,
dos carinhos saciados!

Ai Coimbra, por ti, enfim ,morreria,
ao tocar deste fado, onde minh'alma errante
sai pelo infinito a procurar saudades.

Saudades dos que partiram
e me deixaram de lado...
Saudades de minha mãe
e de todos os entes amados!

Deste Portugal que não conheço,
mas que tenho em meu sangue,
de minha avó desta Coimbra amada
que me contava das festas do povoado,
do meu Primo Sacadura Cabral ,
herói tão comentado!

Com este fado dolente,
saí pra passear,
como cantiga de ninar.
E abraço a todos os que não mais tenho
comigo a cantar!

Ai, meu Portugal amado,
por ti choro de saudades,
quem sabe talvez um dia ,
também vou lá me achar!

Eda Carneiro da Rocha
" Poeta Amor"


 

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