Vento, passa depressa,
leva todas as maldades
das almas comezinhas,
das terras áridas
que não podem ser adubadas,
nem com o melhor adubo do mundo!

A putrefação é tanta
que não se vêem mais as riberinhas
cantando, na lavagem de suas roupas!

O mundo recrudesceu de tal maneira
que espero um alento,
uma brisa suave
que me pegue inteira!..

Que me fale de amor, do mar,
dos barcos visionários
que esperam a primeira estrela,
para falar de amor!..

Não me deixes sofrer nessa escuridão!..
Quero me impregnar com o sol de tua alma,
que à procura da minha, chora!

E, como inundações de poentes,
traze-me palavras lindas,
para encantar minh'alma,
encontrarmos juntos
tudo o que ansiamos
pelo muito que amamos!..

Eda Carneiro da Rocha


 
 

 


CLIQUE PARA RECOMENDAR ESTA PÁGINA!

 

 

Música:Kolanachnuram 2