Indiferença

No bailado de minha vida
escrevo o que não é indiferença.
É amor puro, regado ao melhor vinho
bacalhau à moda do porto,
nectar dos deuses no Olimpo,
nesta semana santa,
onde comer é proibido.
Só não é proibido amar..

Amar e beijar
com tamanha ânsia,
mergulhando em minh'alma
teu doce despertar..

Despertar para meu beijo
com a boca húmida,
procurando a tua
que não consigo encontrar.

Foge-me na distância da vida
na distância do nada,
e eu ainda a te esperar
nesta tristeza tão minha
que não posso negar.
É a minh'alma que não encontro
querendo encontrar
e acho que estou com a dor de amar.

Vislumbro horizontes meus...
desejo-te e não te tenho
amo-te e estou só
tão só que te procuro novamente
nesta fantasia que ouço tocar.

Quem sabe,
vais me aparecer ainda esta noite
no meu viver, no meu sonhar!

Eda Carneiro da Rocha

 
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