Olhando essa velha foto esmaecida pelo tempo,
falei contigo, te senti, deste-me palavras,
brotadas do meu peito e da saudade.
Vi-me criança, na foto.
Quatro aninhos apenas!
Minha irmã com quinze.
E, tu, não sei com quantos,
Mãe querida e amada!

Perguntei-te coisas:
Me respondeste,
com o mesmo amor que ultrapassou
a viagem que empreendeste.
Órfã fiquei!

E, com teu olhar mágico,
mandaste-me ser feliz, amar,
escutar sempre o meu destino,
não fraquejar jamais,
ser caridosa, boa e valorosa!

E, me senti reconfortada,
com tudo que ganhara,
nesse dia de hoje,
fazendo meu papel,
socorrendo a quem precisava,
com teu conselho,
mãe muito amada!


Eda Carneiro da Rocha



 
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