Queria compor-te poemas,
dizer-te de toda a minha emoção,
de ter-te e não te ter!
Antíteses verdadeiras,
prováveis e improváveis!
Mas como te ter sem te sentir meu,
ao longo dos meus braços e abraços ?
Como quem agarra aquela ilusão tornada real...
Sim, tornei-te real ao longo dos meus sonhos!..
E vieste a mim, como alguém perdido no espaço,
e se aninhou em meus abraços
e jurou não mais me deixar!..

Hoje, aqui estou, não só
mas sozinha,
sem ti,
sem te ter,
esta boca que almejo,
este sonho irreal.,
criado por poeta,
que só sabe ver a vida,
contando com o irreal!

Ah! Poeta,
pobre de ti!
Quando vais aprender a ver,
a sentir o verdadeiro abraço
o verdadeiro prazer,
o verdadeiro beijo,
quente,
perto,
dado
e não sonhado...
Quando, poeta,
vais acabar de sofrer?

Eda Carneiro da Rocha

 


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