Vão lépidas, digam ao meu amor
que Borboleta que sou não posso esquecê-lo!
Voo em prados mil, nesta minha existência multicor,
para vê-la feliz, em meus braços, sem a presença da dor!..

E Saudade, que também sou,
carrego-a, pelos campos em flor,
com as mais diversas flores,
com esta música dolente ,
que me faz sentir o amor aonde for!..

Vão, minhas Borboletas Multicores!
Não me deixem jamais, pois nada sou.
sem estas asas que me levam longe, bem longe!..

Fazem de mim, seres pequeninos ,
pois voo, num voo alucinado que te chama,

Borboletas Mil, Mil Borboletas a tua procura,
à procura deste amor de uma Borboleta
que voa e voará sempre, atrás de sua flor!..

Eda Carneiro da Rocha


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