Borboleta o sou,
para levar emoções,
para voar a terras longínqüas
e dizer do meu amor.

Dizer- lhe de um amor
que passou,
quase virou flor
e murchou...

Mas borboleta que sou
viajo à terra do nunca,
procurando sempre
aquele amor sonhado
e nunca completado,
que não se realizou.

Amor impossível,
devemos tê-lo consigo,
guardadinho dentro do peito
até que morra
sem nos causar
tanta dor...

Assim, cheio de reticências
ele entrou e saiu.
Demorou um pouco,
só uma eternidade,
para deixar meu coração
tão louco de saudade.

E, ainda tenho lágrimas,
por mais que não queira,
pois como avalanche
derrubou-me inteira.

Agora, é só me recompor
nesta vida de borboleta
e encontrar um novo amor!

Eda Carneiro da Rocha


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