As Vezes em que nos tocamos
Foram poucas, bem poucas,
comparadas à vida que temos para viver!..
Quão pouco senti teus lábios nos meus,
nosso mel trocado, na ânsia desse desejo,
que só aumenta!..

Em vão, te espero para saciar essa sede
que nenhuma água mata!
Teu corpo no meu,
em côncavos e convexos,
se infiltrando, se invadindo,
numa privacidade só nossa!..

Muito tenho que amar-te,
muito tenho que tocar-te,
sentir toda uma vida
que nunca se perdeu,
no vazio do nada!..

E, rápido, vem!..
Arrebata-me,
ama-me,
toca-me,
dize-me
o que quero,
nesse desejo afoito,
de nos possuirmos
nessa loucura,
nessa imensidão do nada!..

Eda Carneiro da Rocha
" Poeta Amor"




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