Debaixo de tênues raios de luz
ele está indo, adentrando pela floresta de outono
e quase não o percebo mais.
Ele foge, amedrontado pelos raios de sol que querem sair.
Nada quer ver, nem ouvir. Nenhum barulho
nem de galhos pisados , por um pássaro perdido,
nem de um riacho correndo alegremente.
Nada. Ele não quer ver, nem ouvir nada.
Está cansado de tanto ofertar, sem nada para receber.
Chegou a um ponto tal que só um verdadeiro esconderijo, onde
estivesse a salvo, de tudo e de todos.
Não, nada quero, nada sinto e nada vejo. Fiquei surdo,
cego e perdido.
Só quero fugir, por esta floresta encantada, sem ninguém me ver.
E assim falando e pensando, ia-se embora,quando me encontrou.
Era o meu amor perdido que eu estava procurando e não
achava, pois ele estava fugindo...
"Que quer"? -Disse-me ele." Quero você para sempre, para
companhia, para ser o meu amado".
"Onde estava"? Perguntou-me.
"A te procurar."
E nesse jogo de encontros e desencontros ,
nos encontramos:
Ele, o meu amor. Eu, o seu amor.
E assim, ele não mais fugiu.
Ficou comigo
Viveu comigo
Amou-me
Beijou-me.
Já era noite.
As estrelas foram a única testemunha desse encontro
entre dois seres perdidos: O amor e eu.Eu e o amor
E nunca mais se perderam, pois haviam se encontrado,
depois de muito se procurar.
E, assim, nasceu o Meu Amor.


Eda Carneiro da Rocha.

 

 

 


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