Ainda há Fadas em Nossa Vida

Querida Lisiê

Disseram-me, sem eu saber, que era tão difícil entrar em sua casa... E, eu não sabia de nada.
Cheguei. Bati. Não responderam, e, me pus a entrar.
Por onde começar, se era uma casa tão bonita, tão grande, com tantos cômodos e até uma Capela, onde poderia agradecer a Deus a minha Sagrada Vida?
Tão indecisa fiquei que me pus a cismar, olhando, para essa casa majestosa, por onde começaria o meu trajeto.
E, olhava, sem nada entender. Parecia mais um labirinto para escolher. Era um lugar grandioso, onde só pessoas ilutres residiam. Estava com tão pouca bagagem, para entrar e ficar... Como faria? Como seria recebida, se nem a Dona da Casa conhecia.
E, na minha sozinhez, aventurei-me a entrar, devagarinho, pé ante pé, com medo dos personagens afamados que aí moravam. "Eda, veja bem o que vai fazer. Se você entrar, não sairá mais..."
Pois bem. Vou arriscar a minha grande sorte hoje, nesta tarde tão tépida, em que o Sol nos acaricia a alma.
Entrei. Estou percorrendo todos os compartimentos e só vejo Amor, Emoção, Alegria, Companheirismo, Mensagen,s palavras tão bonitas que comecei a chorar. Cristais tomaram de assalto os meus olhos e caíram em forma de gotículas , espalhadas como estrelas. Vi Fadinhas nesta casa. Brincavam, voavam com as crianças. Duendes, Reis, Princesas, Rainhas e ao longe um vulto. Pensei se continuaria ou não. Então, vi uma suave pessoa que me acenava e me dizia: " Vem, pode entrar. A casa é sua"
E, entrei para me deparar com você que é a Fadinha mais doce e querida da Floresta Encantada.
Obrigada, amiga, por ter me deixado entrar.
Não quero mais sair de perto de você.
De vez em quando, eu a visitarei, para não me esquecer que ainda há Fadas, na nossa vida.

Eda Carneiro da Rocha