A vida, muitas vezes, mar revolto!
Se encapela, nos bate firme.
Choramos, sem nada entender!..
Mas, é ele, muitas vezes,
que nos faz sobreviver!..

Do padecimento, tornamo-nos mais fortes!
Já podemos socorrer os irmãos que padecem
que muito precisam de nós!

Levei muitas batidas, não nego!
Me fizeram sair da letargia,
em que me encontrava,
sem nada mais querer!..

Hoje, entendo meus primeiros passos firmes,
sem ziguezaguear, para ir do outro lado da calçada,
para descer uma escada,
para sair, ir e vir, sozinha,
com meus próprios pés,
com uma mão estendida
em que Vos via, sorrindo, me dando a mão,
me dando a rocha para me segurar,
não mais cair!..

É bem verdade, seguro ainda no corrimão,
sem precisar.
Vestígios de uma época...
Olhava para as alturas que me desafiavam...
Olhava e via a impossibilidade que me cercava!

De repente, com a Vossa Graça,
estava curada!.
Subi e desci escadas.
Aprendi tudo de novo: A falar, escrever...
Tornei-me poeta..
Tornei-me "Identidade " não perdida,
a Eda tão conhecida
tão querida, tão abençoada
que saiu incólume desse mar revolto,
onde aprendeu a ter seu mar de " Vida",
consciência achada,
poemas sonhados, feitos e lidos,
onde aprendi, mais uma vez, a doação do " Amor"!..
Por isso o decanto aonde for,
sendo chamada de
" Poeta Amor"!..

Eda Carneiro da Rocha



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